sábado, 18 de novembro de 2017

Gratidão: Palavra que devia fazer parte do nosso dia a dia.

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A palavra gratidão, embora sempre existisse, tornou-se mais forte, desde que tive o privilégio de conhecer o outro lado da vida. De ver o mundo como, na minha modesta opinião, poucos o vêm. Factos insignificantes, começaram a ter dentro do meu coração, um valor diferente. Tornei-me uma pessoa melhor. Existem pessoas muito especiais, e não é por acaso, que entram na nossa vida, e nela permanecem. São poucas, todos nós o sabemos, mas existem. A amizade não se compra, não se inventa, conquista-se.

Existem dias perfeitos, outros menos perfeitos. Nada na vida, por exigência humana, é ajustado aos gostos e desejos de cada um. Nem a amizade. Mas o importante é essa ser pura, transparente, cristalina. Existam horas, em que, as palavras trocadas, dentro da amizade, que antes até nos podiam fazer sorrir, nesse momento nos magoam.

A forma de as dizer, o contexto, o estado de espírito em que as ouvimos, são factores que nem sempre são iguais. A amizade requer VERDADE, e essa verdade nem sempre a aceitamos da melhor forma, se calhar, por uma única razão: Ser VERDADE.

Sendo a verdade o lado mais forte da amizade, nada mais justo que a aceitar sempre, e sobre essa, reflectir. Em cada dia, em cada amanhecer, a gratidão deve ser interiorizada dentro de cada um de nós. Mesmo que seja mentalmente, devemos agradecer às pessoas que se preocupam connosco, que nos escutam, nos momentos bons e menos bons. A gratidão é o reconhecimento, do quão bem nos fazem.

"Uma amizade verdadeira passa a ocupar um lugar dentro do nosso coração como se fosse um membro da família, que amamos e nos ama."

Por isso, estou grata à vida,  à amizade, sobretudo aquela, que me conquistou e permanece em meu coração, que me dá alento,  e me ajuda a ser uma pessoa melhor.

(Sentimento comum a muita gente)
Autora; Larissa Santos

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Foste o meu cálido adormecer. A flor que por amor, desfolhei ...


Foste o meu cálido adormecer
A flor que por amor, desfolhei
O meu desejo puro, sereno
Que meus sentidos fez enlouquecer
Pelo tanto que te amei
Foste margem de rio ameno
A luz que iluminou meu dormir
O sonho, o meu sorriso travesso
Foste o caminho, o endereço
Para onde sempre desejei ir
.
Foste meu acordar, meu momento
Fogo que meu corpo queimou
Foste meu imaginário, sentimento
A luz das estrelas em movimento
Mas para quem tanto te amou
Não merecia o teu afastamento
Amei tua alma fogosa, carente
Foste o castelo em que me alojei
Onde me senti seguro e amei
Onde foste a Rainha e eu o Rei
.
Mas tudo que começa, bem sei
Que nem tudo é só amor
E como a vida é como uma flor
O beijo que sempre desejei
Hoje é pedra que me esmaga
Isolamento que flui dessa chaga
Por pensar que existia paixão
Por isso olha a imagem
Para veres no que me tornei
Por acreditar no teu coração
,
Autor: gil antónio
 .

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Meu amor que caminha pelo destino, perdido.


Dia ensolarado, calor que ilumina
Rua deserta, pétalas em secagem
Leve vento, que meu olhar anima
Árvores nuas, soltando a folhagem
.
Caminho devagar, sopra leve vento
Cantam as aves, odes em desalinho
Saltitam, sorrio pelo seu tormento
Por apaixonados não terem ninho
.
Borboletas esvoaçam em meu redor
Parecem trazer beijos do meu amor
Que caminha pelo destino, perdido
.
Sorriso feliz pelo deslumbramento
De ver borboletas dançar ao vento
Como tu, meu amor, danças comigo

.
Autor: gil antónio
.

Não; não tenho medo de voar...de arriscar...

 Foto de Cidália Ferreira.

Não; não tenho medo de voar
De arriscar
De amar
De correr atrás,
De enfrentar a multidão
Das nuvens escuras sem chuva
Do medo de errar
Não,
Não tenho medo de caminhar
De correr em vão
Sem ter chão
De olhar para baixo
E de me assustar,
De chorar 
Com, ou sem ter razão 
De dizer sim ou dizer não
De me conseguir libertar 
Não,
Não tenho medo...
Gosto, do que for difícil
Do improvável
Do surpreendente
De surpreender,
Gosto de dizer ao mundo
Pelo meu lado mais profundo,
Que não, não tenho medo
De amar, amar...amar a vida!

Autora: Larissa Santos

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Suporta o coração a ilusão, o ódio, o desamor


Suporta o coração a ilusão, o ódio, o desamor
Viaja através do desejo, supérfluo sentimento
Entrega-se nas promessas de declarado amor
Aguenta as agruras e lágrimas do sofrimento
.
Prosas em que somos virgulas e pontos finais
Emissários de sedução em libidinoso lamento
Lábios que se trançam em trejeitos corporais
Onde um sorriso é dor sentida do pensamento
.
Infinita melancolia inunda a mente destroçada
Quando um amor chega forte e parte por nada
Olvidando que em tempo alguém lhe deu vida
.
Intensa felicidade que de uma promessa nasce
Que no engano se desfaz e que jamais renasce
Ontem franco amor,  hoje saudade entristecida
.
Autor: gil antónio 
.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O meu corpo se entrega, ao amor cego

Foto de Cidália Ferreira. 
Gravei  meu corpo com chave de ouro
O símbolo de uma amizade verdadeira
Dure o tempo que durar, a vida inteira
Porque o teu coração é o meu tesouro
-
Sobre a pele aveludada que te entrego
Com a garantia da minha honestidade
Nada nos pode abalar, mas na verdade
O meu corpo se entrega, ao amor cego
-
Se o tempo apaga tudo até lembranças
E sendo tu, meu ídolo, como esquecer
Se tu entraste em mim, para eu vencer
Por isso, serás sempre minha herança  


Autora: Larissa Santos

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rascunhos de amor escritos por caneta sem tinta


Recordo os poemas que escrevi em branca folha
Rascunhos de amor escritos por caneta sem tinta
Onde meu imaginário ia estudar, fazer a escolha
Poemas dedicados a uma mulher, linda, distinta
.
Quando  recordo as palavras que nunca registei
E as leio nos meus momentos de maior tristeza
Penso em ti, no teu olhar, no teu amor, nem sei
Mais sei que os poemas realçavam a tua beleza
.
Folha queimada  pela secura de um chão agreste
Poemas esculpidos numa página que nunca leste
E quando dela te falo, teu olhar zombador, sorri
.
Recolho a folha amarrotada pelo tempo passado
Uma página em branco, na outra, nada registado
Sentindo saudade dos poemas que nunca escrevi
.
Autor: gil antónio