sábado, 30 de dezembro de 2017

COM PAZ E AMOR, UM FELIZ 2018

 A 31 de Dezembro completamos 2 meses de vida. Como decerto já repararam não conseguimos estar "muito longe" de todos aqueles que nos visitam e comentam. Sois vós, que nos motivam e "exigem" de nós o melhor. Eu e o Gil, para além de gratos, pelo vosso carinho, escrevemos com um único objectivo: Chegar ao vosso coração.
Tentamos fazê-lo, através dos nossos temas, sejam em prosa, sonetos, poesia aberta. Estamos felizes. No ano novo que vai chegar, queremos continuar a caminhar convosco, partilhando e lendo por aí, escritas por vós, lindos poemas, belos textos, doces publicações. É nessa partilha que, nos sentimos bem, realizados e felizes. Queremos que, connosco, também assim se sintam.

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FELIZ 2018
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Que os ares da poesia
Tragam amor e paixão
Beleza e doce magia
Para que em cada dia
Seja feliz o seu coração
…………………………

Feliz ano de 2018
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gil antónio

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Geladas gotas na dor da separação


Sorrisos de amor em palavras de pranto
Lágrimas de um carinho que se esfuma
Húmidas gotas brotam em negro manto
Dos olhos soltam-se pingos de espuma
.
Sente-se o frio ao passar o liberto vento
Gelando o teu olhar em gotas de drama
Deixando a dor de um feliz sentimento
Que do coração se solta em fria chama
.
Sonhos trocados dentro do inconsciente
Poesia escrita de um amor tão marcante
São finas lágrimas fluindo em decepção
.
Pesarosa partida de um amor permanente
Fazendo da ternura  um caminhar errante
Quando são  gotas de tristeza e separação
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Boas saídas do ano velho de 2017
Feliz entrada no ano novo de 2018
autor: gil antónio
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Chuva, onde desejo tréguas."

Imagem relacionada 
Observo a chuva, lá fora
Que se refugia
Na tempestade
Sem dar tréguas
Ao meu confuso pensamento,
No interior da minha alma
Um janela
Onde observo e medito,
Entristeço, perco a calma
Onde deixo escapar o lamento,
Ouço os ecos da chuva que cai
Com violência.
A tempestade entrou
Parece não querer sair...
Mas talvez,
Quando a chuva deixar de cair
Esta tristeza se silencie
A bonança chegue
E talvez possa voltar
Àquela janela, onde observava
O mundo lá fora, a sorrir.
--


Autora: Larissa Santos.
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Embriaga-me nas tuas Emoções


Quero merecer teu amor, tua voz sentida
Receber esse teu sorriso aberto, perfeito
Caminhar contigo pelos desertos da vida
Sentir o teu coração bater em meu peito
.
Quero embriagar-me nas tuas sensações
Ser no teu coração o homem imperfeito
Ser fragmento das tuas ternas emoções
A luz que ilumina o teu sorriso perfeito
.
Ser a vereda da noite, a luzência escura
Aroma que inunde, a terna imperfeição
Ser o teu desejo, o sorrir do moribundo
.
O Sol, a chuva, o primórdio da frescura
O bater, a força, do teu infinito coração
A montanha, o apetite, onde me afundo
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autor: gil antónio
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domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal para todos.

O nosso blogue é ainda bebé, com sensivelmente 2 meses de vida. Agradecemos todo o carinho que os nossos comentadores nos têm dado. Não esquecendo os que passam silenciosamente e saem sem comentar. As vossas mensagens de carinho e apoio fizerem-nos crescer neste mundo virtual, da blogosfera. Inicialmente, até começámos por "brincadeira", mas logo nos sentimos familiarizados convosco.  Eu e o Gil, estamos felizes, não só pelo blogue, mas também, por vos ter como amigos e amigas. Vamos fazer uma breve pausa-mini-férias, voltando ao vosso convívio em Janeiro. Tudo faremos para continuar a escrever de forma a que gostem de nos ler, e a merecer, o vosso carinho e dedicação.
.Imagem relacionada
gil antónio: Fazendo minhas as palavras da Larissa Santos, acrescento que, este Natal, e o próximo ano de 2018, traga a todos os corações, bondade, fraternidade, gosto pela partilha. Que em cada família haja amor, saúde, amizade. FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.
Gil António & Larissa Santos.
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Teus lábios, de amor, queimando


Gostava de sentir, teu coração batendo
Na pausa d'um verso escrito em balada
Coração ardente pelo teu está sofrendo
No dulçor do teu aroma, flor imaculada
.
Sentir teus lábios, de amor, queimando
Quando me beijas em gestos de ternura
Secretos dogmas de quem está amando
Solidão de mistério em laços de doçura
.
Dobras do teu choro por mim cursadas
Ingeridas as gotas, lágrimas de carinho
Palavras lépidas, distintas, enamoradas
Errar pelas curvas do infinito caminho
.
Ensina-me o teu olhar qual a direcção
Que me afogueia este desejar alcalino
Que abraseia o querer do meu coração
Quando o teu coração é o meu destino
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Autor: gil antónio
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ptaleia Solitária...

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Mais um ano vai terminar
É tempo de reflectir
De olhar para trás, de pensar
No que deveríamos ter feito
E não fizemos
Não importa
Não faz falta,
Se olharmos para o lado
E se nos lembrar-mos
De que lá fora,
Existe alguém que sofre
Na inocência da (in)felicidade
Um mundo desabrigado
Que também são gente
Mas ficam esquecidos,
Numa plateia, sem tamanho
Onde os aplausos
São de quem passa
Não importa a espécie,
O tempo é curto
Lembremos-nos hoje e sempre
Que nas ruas frias e iluminadas
Cheias de gente, desaconchegadas
Que mal dormem, e...
Ficam felizes, com pequenos nadas.

--
Autora: Larissa Santos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Pensamentos flutuantes..."

Vagueavam pensamentos dos meus botões
Enquanto uma chuva de amor me invadia
Tão suave sobre o meu corpo que recolhia
As flores vindas do além, com convicções
.
Poderá ser a água uma bênção da natureza
Inesgotável fonte saciando-me a ansiedade
Da minha alma que desperta para realidade
Entre alagados asfaltos causando incerteza
.
E nesta incerteza do meu vaguear profundo
Recebi tuas flores que nas águas flutuavam
Embrulhadas de cristais e gotas perfumadas
.
A chuva que molhava o meu corpo oriundo
Eram no passado as águas que desaguavam
Trazendo flores em mensagens apaixonadas.

 --
Autora: Larissa Santos

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mulher:» O equilíbrio emocional. A solução


Mulher, a ternura, o nobre desejo
O coração, o equilíbrio, o sentido
O carinho, a doçura de um beijo
A quem tão pouco é agradecido.
.
Mulher, a fêmea, a mãe, apetência
O desvario do homem, a tentação
O iluminar, o corpo arredondado
Belo e lindo na graça da gestação
.
Mulher, avó, suaves mãos, o pólo
A luz da vida em corpo desnudo
A amante, protectora, o doce colo
O sofrimento, nada pede, dá tudo
.
Mulher, a solidão, atrevimento
As lágrimas de amor, a opinião
O abraço, a energia, sentimento
O abraço, o conselho, a solução
..............................
Autor gil antónio
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domingo, 17 de dezembro de 2017

Viajando através da janela...

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O meu olhar prende-se, à janela.
 Através da vidraça
Meu pensamento esvoaça
O coração amolecido, apaixonado
Reparando que existe
Um mundo esquecido, lá fora
Na inópia que se passa
No frio que faz, àqueles,
Que vivem debaixo dum cartão
E em olhar soslaio
Sentem-se ficar no esquecido,
Abandonados...
.
Meu pensamento entristece
O movimento nas ruas enlouquece
Tristes momentos de indiferença,
Onde muito se ralha sem razão
Quando na verdade
Não sabem o que é
Ter uma simples falta de pão,
Olho a janela, o pensamento viaja
Vêem-se as luzes, mera alegria
Mas ninguém se lembra na verdade
Que vivemos num mundo de hipocrisia
--
Autora: Larissa Santos



sábado, 16 de dezembro de 2017

*** TEMPESTADE - ÁRVORES NUAS ***


Encosto-me à vidrava. Chove. Escuto o vento.
Dançam as folhas. Solidão, enigma impiedoso
Água corre pela calçada investida de tormento
Mostrando que a natureza tem efeito poderoso
.
Árvores nuas. Ruídos em sussurro, duro tempo
Temporal em trânsito expondo sua intensidade
Passa desligada, suspiro do olhar, em lamento
Tempestade voraz em frio caminho e liberdade
.
Movem-se as árvores perante a forte ventania
Que passa alheia às folhas agora desprendidas
Espalhadas pelo chão, sem destino projectado
.
Valsas sem tempo, tocam em pautas de sinfonia
Folhas antes verdes. Agora secas, amarelecidas
Sem destino, viajando cativas do solo molhado

 ..
Autor: gil antónio

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lábios embriagados beijando os teus.

 Foto de Cidália Ferreira.
Quero sentir o calor do teu beijo
O teus lábios
O calor da tua pele
O perfume que exala o teu corpo,
Quero ver no teu terno olhar
Os teus olhos castanhos
Cor de mel,
Quero saborear os lábios sedutores
Os teus, cor romã
Que envolvidos nos meus
Soltam faíscas de ternura,
É paixão
Quando se envolvem lentamente
Provando a saliva pausadamente
Provocando em nós
Espasmos, delírios
Desconcentração,
Num doce momento de emoção,
Quando o meu olhar vendado,
 embriagado
Leva os meus lábios beijarem os teus...
--

Autora: Larissa Santos

A Dança do Vento...

Olho os remoinhos do vento, que passa,
 o sol espreita
As searas dançam a favor da corrente,
desafiam-me
Não fosse meu desejo, ser aventureira,
  amedrontada
Correr à velocidade do vento, e ser feliz
quero dançar...
.
Quero ser o desejo do tempo que é meu,
no momento.
Quero cheirar o fragrância da natureza,
que esvoaça
Quero de mim os momentos de loucura,
são desejos
Que só as controversas da vida me dão,
sem escolha
Onde enalteço o meu aventureiro corpo,
sem receios
E nos segredos do vento, fica a aventura,
sem limites...
.
Vislumbro as aves esvoaçando lá longe,
fico sorrindo
Ao som do vento que me vai encantando,
sem temor
Mas encher de felicidade o meu coração,
e sonhar
Que nesta dança, o vento que me procura,
É o meu amor...
--

Autora: Larissa Santos

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

*** NATAL - OS DEGRAUS DA NUA ESSÊNCIA ***


Sobem-se os degraus em que a fé da essência
Nos atinge a alma e nos atravessa os sentidos
Tocam nas igrejas os hinos em doce coerência
Anunciando a chegada dos eleitos preferidos
.
Olhares doces. Ouve-se o cantar das Sereias
Natal. Ligam-se as luzes, brilha o esplendor
Cumprimenta-se os amigos, abraços a meias
Oferece-se carinho, beijos, prendas de amor
.
Chega Janeiro, comem-se os sobejos mélicos
Olha-se de soslaio, renascem os risos bélicos
Descem-se os degraus e em compasso trivial
.
Existe um pedinte que dorme no frio da Rua
A sua cama de cartão, de cobertores tão nua
Nem um olhar. Nem um olá.  Passou o Natal
.
Autor: gil antónio
..........................................................................
NOTA: Respeito na íntegra quem ama a época natalícia. Eu também a amo. Talvez por isso me custe tanto ver que nestes dias existe tanto amor, tanto carinho, tanto sorriso, tanta partilha, quando passada a época TUDO muda, infelizmente para pior. Abençoados aqueles que amam a DEUS, e os seus próximos.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Carta de amor...

Imaginei um dia escrever-te uma carta de amor
Não tinha caneta, nem tinha, ou lápis que fosse
Nas folhas brancas, já timbradas, com glamour
Ficam as mais belas memorias em minha posse
.
Bailam as águas sobre pensamentos que fogem
Navego nas tuas palavras, onde desejo escrever
São rabiscos de amor que me elevam a coragem
De navegar sobre paginas onde pretendo crescer
.
E na serenidade da minha alma que anda perdida
No meio das folhas brancas sinto-me adormecida
Em palavras que ficam por escrever, não esqueço
.
Isolados, estes momentos que sempre me instigam
Por acreditar num amor puro, e assim me iluminam
Para as mais lindas escritas de amor onde emudeço.

--

Aurora: Larissa Santos

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Límpidas Gotas de Amor em execução de Carência.


Minha alma vagueia como barco em mar alto
Meu coração suspira por um amor de verdade
Onde não haja ciúme que deslize pelo asfalto
Da mentira que me leve à gelada infelicidade
.
Quando o amor é cristalino, puro sentimento
Estaciona dentro d'um oásis em árido frescor
Mata a sede em loucuras do deslumbramento
Onde as lágrimas são gotas de afeição e amor
.
Fecho os olhos na apetência do meu meditar
Andejo nas imperfeições da minha exaltação
Molho os lençóis por execuções da carência
.
Descanso em murmúrio do impróprio sonhar
Sinto como bate forte o meu isolado coração
Tão solitário, sofrendo a tua sentida ausência
.
Autor: gil antónio
.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Prometeste-me um dia d'amor em alto mar.

Prometeste-me um dia d'amor em alto mar
Prometeste, que irias levar-me sem pressas
Prometeste também, que jamais irias faltar
Ao nosso encontro, mas tu, não te apressas
.
Praia deserta, e eu sozinha num entardecer
A tua demora faz tremer o meu sentimento
As ondas em reboliço fazem-me entristecer
Por esperar tão sozinha, neste mar cinzento
.
Meu coração pressente, escassez que chega
Ausência d'um amor prometido, que espero
Sozinha, neste entardecer onde enlouqueço
.
Só verdadeiramente teu amor me aconchega
É promessa falhada, momentos de desespero
Que neste mar deixo e tão triste, me despeço.

--

Autora: Larissa Santos

domingo, 10 de dezembro de 2017

Margens de sedução de branca espuma


Margens de sedução de branca espuma
Onde frescas águas delicadas se beijam
Suavizam cansaços em espessa bruma
Soltando afectos de amor que almejam
.
Soltam-se agrupadas em vontades suas
Auroras de amor, alvas ondas de afecto
Num vai e vem ritmado, escolhas nuas
Sem voz, mas com perceptível dialecto
.
Trazem a beleza de sua extensa viagem
Unidas as ondas, vêm beijar a margem
Em timbre refrescante, dócil, acanhado
.
Deixam a suavidade de cálido carinho
Na margem suspendem o seu caminho
Enrolando-se em encontro enamorado
.
Autor: gil antónio
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sábado, 9 de dezembro de 2017

lembranças do meu coração...

Imagem relacionada
Lembro o ano em que te "conheci", a empatia parece ter sido imediata. Lembro, o motivo que me levou a querer conversar contigo. Éramos tão diferentes, mas com tantas coisas em comum. Ainda me lembro das tardes inteiras de carinho intenso, do consolo que te dava, que me davas. Dos sorrisos abertos, das conversas do momento, doutros tempos, dos tão desejados momentos. As músicas que ouvia-mos juntos, as baladas que nos faziam vaguear. As lágrimas que vertia, de felicidade, de tristeza. O sufoco. A cumplicidade. 

Hoje, algumas coisas, são apenas lembranças. Tantas foram as palavras ditas, outras ficaram por dizer. Tantos abraços por dar...alguns beijos dados, (acautelados), outros tantos prometidos...

Mais um ano passou, duras batalhas foram vencidas. Outras esquecidas. Outras iniciadas. Une-nos a cumplicidade, a verdade, a simplicidade, a lealdade. Une-nos o carinho em reciprocidade. Ainda me lembro, como tudo começou...
O ano termina e outro começa, espero continuar a brilhar a teu lado porque só assim a minha existência faz sentido. Só assim, a minha felicidade é completa...São pequenas grandes lembranças do meu coração.

Autora: Larissa Santos

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo


Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo
Acordes musicais bem afinados, a natureza, exulta
Orquestra afinada por harmonias do despertar cedo
Cantares que animam o tronco onde ela se esconde
.
Céu azul, luz de vida, fulgor ilumina o horizonte
Ecoam no vento as melodias que o ramo encobre
Pôr-do-sol, cigarra que canta para além do monte
Doce timbre de um musical que vai morrer pobre
.
Expectantes, pousados nos galhos, aves cantam
Em afilada sinfonia com as cigarras, em violino
Airosas flores nos campos, exibindo fina beleza
.
Simetrias de enigma, melodias que nos encantam
Em que os sons são odes de sentimento e carinho
Com é consonante, suave, e misteriosa a natureza
.
Autor: gil antónio
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Meu olhar emudecido...



Saberás tu a tristeza que corre em minhas mãos
Como areias que deixo escapar em meus dedos
Olhando fixa, deixando de lado os meus medos
Quando a tristeza trespassa por pequenos grãos
.
Deixei a noite chegar isolei-me na imaginação
De um mar revolto, que invadiu a minha alma
Olho as minhas mãos que carregam sem calma
O que o meu olhar lembra, entristece o coração
.
Até as nuvens se escondem do sol, e chorando
Pela partida das águas em bailado entristecido
Até o meu olhar que por momentos emudecido
Olha as areias chorando, porque te está amando
.
Saberás tu, o quanto o meu coração em tristeza
Deixa escapar as lágrimas entre dedos trémulos
Por amar loucamente sinto a falta dos estímulos
Apenas as palavras ferem, e fogem, com rudeza. 

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Autora: Larissa Santos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Entre o "Não sei"... e o "Se sou" ... sou gente ... meu amor.


Não sei por onde caminho, por onde vou
Se sou pensamento, ilusão, branco nevoeiro
Se sou a imagem do sonho inacabado
Se sou o último, se o primeiro
Se sou a meia-luz da existência
Se sou mar revolto, se pranto intemporal
Se sou o piar da gaivota que esvoaça
Se sou a coragem, a presistência
Se sou a árvore que dança a música do vento
Se sou a estrada, a viela apertada, a rua escura
Se sou o olhar tranquilo da inteligência
Se a pessoa que está em teu pensamento
Se sou a malícia, o deleite, a obediência
A solidão, a minha própria tortura
Se sou a verdade de um amor imaginado
Se sou a palavra impertinente
Não sei por onde caminho, se existo
Se sou um animal vadio, à solta
Se sou a rebelião, neste meu clamor
Não sei se por alguém, por ti, sou amado
Quase nem sei como me chamo
Apenas sei que nesta minha revolta
Deixo soltar um sentido brado de dor
Porque estou vivo, porque amo
PORQUE … SOU GENTE
MEU AMOR
................................................
Autor: gil antónio
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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Até que a vida nos separe.


Enquanto as nuvens passavam
As águas,
Que outrora dançavam
Agora serenam e brilham
No nosso olhar,
Recordávamos outros tempos
Onde o nosso amor, tão puro
Cúmplice e verdadeiro
Enfrentou guerras, batalhas
E duras tempestades,
Agora superadas...
.
Hoje, continuamos em união
Procurando no sossego
Paz de espírito para o nosso coração,
.
E no banco que outrora nos acolhia
Entre beijos enamorados
Carinhos trocados,
Agora, o mar, a serenidade, a maresia
Nas nossas mãos entrelaçadas
E recordamos,
Quão bom foi vivermos,
Lado a lado...
O sol desapareceu entre as nuvens
E nós? Continuamos,
Unidos... até que a vida nos separe
--


Autora: Larissa Santos

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O amor é vida, ternura, volúpia infinita

O amor é vida, ternura, volúpia infinita
Que dois corações unem em desalinho
Não existe manifestação mais bonita
Que um beijo, oferecido com carinho
.
Afecto de um sorriso em olhar matreiro
Que deixa a face de ternura, ruborizada
Sorrisos de um feitiço doce, verdadeiro
Duas almas unidas em luxuria dedicada
.
Amor é dar, trocar afectuosa fidelidade
Carinho, entrega, deleite, sensibilidade
Palavras sussurradas, o abraço, emoção
.
Planos de futuro, afabilidade, esperança
Respeito mútuo, verdade sem cobrança
Lealdade, dois amores, num só coração
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Autor: gil antónio

domingo, 3 de dezembro de 2017

Desnudos sonhos...

Céu estrelado em noite escura
Desnudos, meus levianos sonhos
Aragem fria, em véu de seda
A luz do luar no meu insano sono
Exaltado corpo levado à loucura
Neste meu insano silêncio
Em que a solidão do meu corpo
Adormece e acorda
Vestida de tudo, e talvez nada
Haverá sempre um sonho que me conduz
.
Neste rodopiar de pensamentos
Dança sensual, transparente
Quantas vezes pensado em ti
Olhando, esta minha nudez
Dançando a dança do ventre,
Acordo deste sonho desnudo
Nesta escuridão, olhando a lua
Onde neste meu sonho mudo
Está meu corpo latente que te seduz
Como o céu estrelado, em noite nua.
--

Domingo Feliz,
Autora: Larissa Santos

Saudade, da nossa dança...

casal dançando

Naquele Setembro, quente, havíamos recebido um convite no qual iríamos estar juntos, mais uma vez. O meu coração palpitava de tanta felicidade. “O caminho era longo.” Apesar de estarmos ainda com dias de verão, nesse dia choveu. Nos poucos encontros que tivemos quase sempre choveu. Acredito que nada aconteça ao acaso. A nossa cumplicidade é pura. Durante a viagem, de comboio, imaginava como iria ser o nosso encontro, mais uma vez. Ir-me-ias buscar à estação. À chegada, deslumbrava-me com paisagem sobre o Tejo, já sentada numa mesa de explanada. Via-te chegar, lindo, sorridente, com uma elegância invejável. Abraçaste-me, beijaste-me na cara, de uma forma carinhosa e sensual, deixaste-me em êxtase, com o teu cheiro tão peculiar, com uma fragrância à mistura.

Seguimos viagem Os nossos amigos esperavam-nos para o almoço, algures, do outro lado do Tejo.

Durante o nosso trajecto, conversas de ocasião surgiram, sorrisos, brincadeiras...até que chegámos, ao local, só faltávamos nós. O almoço começou a ser servido. Durante o tempo em que estivemos à mesa, por baixo da mesma, o teu pé, subia e descia, a minha perna de uma forma “sorrateira” enquanto no teu rosto, notava um sorriso maroto. Ninguém entendia os nossos olhares, cúmplices.

No fim do almoço, os amigos decidiram que, deveria-mos dar um pezinho de dança, para ajudar na digestão. Aquelas músicas românticas que sabiam fazerem o nosso gosto, a dança começou. Dançámos. Meu coração tremia de emoção. Nunca havíamos dançado juntos. Encaixamos bem e com os passos certos. Várias músicas se seguiram. Olhava-mos nos olhos um do outro. Desejavas-me, desejava-te. Pela sala rodopiavam também os nossos amigos. Querias beijar-me, puxaste-me para o corredor à média luz, onde me destes um longo beijo, daqueles...que tanto desejávamos.

A dança continuou até sermos vencidos pelo cansaço. Chegou a hora da partida. Ainda hoje, sinto o sabor do teu beijo, o cheiro do teu perfume  e o calor do teu peito, encostado ao meu. E saudades dos nossos corpos entrelaçados na dança.

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Autora: Larissa Santos 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Outono. Olho a rua, o jardim, folhas caindo


Outono. Olho a rua, o jardim, folhas caindo
Bancos sós, observam o chão gelado de dor
Lembram a solidão dos teus lábios sorrindo
Beijando os meus em cálidas gotas de amor
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Lembrando a tua ida, sinto o sabor do desejo
Reparo na seca folhagem, de afecto despidas
Bancos outrora testemunhas d'um doce beijo
Trocado por nossas bocas ao desejo, rendidas
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Lágrimas caindo como soltas folhas no chão
Esbatem como pedras na couraça do coração
No frio Outono que o vento nos faz recordar
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Sente-se a suave brisa que invade esse jardim
Onde tu não te sentavas sem esperar por mim
Bancos vazios, onde nos voltaremos a sentar
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Autor: gil antónio
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