sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Outono. Olho a rua, o jardim, folhas caindo


Outono. Olho a rua, o jardim, folhas caindo
Bancos sós, observam o chão gelado de dor
Lembram a solidão dos teus lábios sorrindo
Beijando os meus em cálidas gotas de amor
.
Lembrando a tua ida, sinto o sabor do desejo
Reparo na seca folhagem, de afecto despidas
Bancos outrora testemunhas d'um doce beijo
Trocado por nossas bocas ao desejo, rendidas
.
Lágrimas caindo como soltas folhas no chão
Esbatem como pedras na couraça do coração
No frio Outono que o vento nos faz recordar
.
Sente-se a suave brisa que invade esse jardim
Onde tu não te sentavas sem esperar por mim
Bancos vazios, onde nos voltaremos a sentar
.
Autor: gil antónio
.

33 comentários:

  1. Bom dia, Poeta Gil António.
    Parabéns pelo teu/vosso blogue, com um cabeçalho, lindo maravilhoso e uma musica apaixonante! O Poema está bem ao teu jeito...Tão lindo. Uma foto que não me é nada estranha. :) Hoje está muito frio.
    Parabéns

    Beijinhos e um feriado "quentinho" :)

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  2. Bom dia Gil,
    Um soneto de versos cálidos como o outono!A foto que ilustra está em plena harmonia. Parabéns mestre dos sonetos!
    Abraços de paz, deixo!

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  3. Mais um poema apaixonante lindo demais. Adorei, e por isso partilhei.

    Beijinhos.

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  4. Poema BRILHANTE!
    Parabéns

    Aquele abraço, apertado.

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  5. Excelente poema. AMEI DE VERDADE!

    Beijos. Feriado feliz e bom fim de semana.

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  6. Bom dia meu querido, Gil. Muitos parabéns...Mais um poema de nos deixar de coração "mole" :) Adorei

    Bjos
    Feliz Feriado.

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  7. Excelente trabalho poético amigo Gil de que gostei bastante e aproveito para lhe desejar um bom feriado.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  8. Cara Larissa, belo soneto, repleto de paixão, imagens e musicalidade. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.

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  9. Um belo Soneto onde se nota alguma tristeza e dor, no seu início, mas que termina numa onda de esperança que tudo se renove.
    A Vida, tal como as estações do ano. :)
    Muito BELO!!

    Um abraço e votos de bom feriado, caro Gil.

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  10. Bom dia amigos!
    Mais uma linda obra poética.
    Parabéns Gil.
    Bjs e um ótimo final de semana.
    Carmen Lúcia.

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  11. Que em cada outono ... a vida se manifeste em boa poesia!
    Gostei de ler!!!
    Obrigada pela visita e que dezembro seja um mês especial em sua vida!!!

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  12. Agora vamos esperar o verão, para ver as árvores vestidas de novo e desfrutar das suas sombras!

    Bom fim de semana.

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  13. Gil
    os bancos guardam segredos e memórias.
    em forma de soneto um poema cheio de saudade e nostalgia.
    saudações poéticas
    ::)

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  14. Nostalgico como eu estou hoje. Bjokas Gil.

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  15. Leio uma mensagem de esperança, no banco em breve por vós de novo ocupado. Beijo

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  16. Boa tarde amigo Gil! Mais uma linda poesia ao som de uma linda música! Lembranças de um amor ardente mas mesmo com as flores caindo, termino da primavera, a esperança continua viva.Parabéns! grata pela visita, seja sempre bem vindo e bem vinda Larissa!

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  17. Até parece que conheço este sítio, este jardim, mas talvez haja mais parecidos. É isso!

    Olá, Gil!

    Pois, tem toda a razão: o outono é uma chatice (sorry)! Para (do verbo parar) tudo, luz, calor, cor e até as bocas e os beijos, que nelas se dão no banco do jardim. Ainda se namora nos bancos do jardim? Na minha meninice, acho que sim, mas para lhe falar com fraqueza, nunca o fiz, acho foleiro, pirosérrimo (este adjetivo, neste grau, Superlativo Absoluto Sintético, não existe na nossa Língua, mas é "chique" -rs) namorar no banco do jardim.

    Gostei da ideia, da semântica (eu e a semântica) do seu soneto, mas agora o seu eu-lírico tem de esperar por dias melhores, primavera, decerto para namorar à-vontade, com brisa soprando e árvores, que vos aconcheguem os rostos.

    Agradeço o comentário, que deixou no meu blogue e olhe que o Gil fazia futuro fazendo letras para música Rap. Tem um jeitão! Está-lhe no sangue, talvez. Estou a lembrar-me da fotografia daquela senhora cabo-verdiana, a quem dedicou um poema, muito apreciado, aliás, segundo aqui li. Se é a sua mãe, é linda e de olhar doce esmeralda.

    Um beijinho pra si e para a dita senhora.

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  18. Um soneto rimado a evocar o tempo e um tempo onde o banco de jardim era privilegiado por saber estórias e aventura de amor.
    No entanto, agora, jazem anquilosados pela nortada branca que corre no ar...
    Gostei de ler, caro Gil.
    Dias felizes.

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  19. Muito lindo seu poema, apesar de triste a esperança de uma dia voltarem a sentar nesse mesmo banco. abraço!

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  20. Outono, poderá também ser considerado , “intermitência” nas nossas vidas, um espaço temporal de solidão, de tristeza, de ausência, de melancolia, mas,… que nos deixa sempre a esperança de novas primaveras , de um renovado renascer de tudo que ficou para trás , temporariamente !
    Uma das “leis da natureza”, tal como em nossas vidas, com os seus altos e baixos , a alternar o bom e o mau !

    Abraço, amigo Gil !

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  21. Oi Gil!
    O outono, age na natureza e em nós mesmos, criando está atmosfera melancólica e inspirando coisas lindas como o é, está beleza de poema.
    Abrçs

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  22. Que poema bonito para este dia feriado! :) Boa noite.
    --
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  23. https://poemasdaminhalma.blogspot.pt/
    Boa noite, seja bem vindo Gil António.
    É no Outono ao cair da folha
    que vem a solidão,
    É no sentimo que flui uma paixão
    ao olhar da natureza
    que bate a melancolia
    e se instala a tristeza.
    Lindo poema, gostei. Volte sempre.
    Obrigada, um abraço.
    Luisa Fernandes Serra

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  24. Gil, eu de novo!

    Apenas uma retificação (como vê estou longe, muito longe de saber o suficiente). No meu comentário acima e onde escrevi: "talvez haja mais parecidos", pois não é haja, visto que o sujeito, jardins, está no plural, portanto, o verbo tem de concordar com o sujeito, ou seja, HAJAM mais parecidos".

    Boa e serena noite futebolística e não só.

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  25. Olá Gil,

    Se a intenção foi fazer emocionar lhe digo que conseguiu. A imagem, a música, o poema. Sintonia total com os corações abertos a sentir algo que está distante, mas temos a esperança do ciclo da natureza trazer novamente.

    Parabéns.

    Abraços
    Wellington Maia

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  26. Tenho uma relação de amor-ódio com o Outono. Adoro as suas cores, fotografar a natureza no Outono. Mas as piores coisas da minha vida sempre têm acontecido no Outono. A nível de saúde então é um desastre.
    Abraço e bom fim de semana

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  27. Linda sua poesia,Gil!

    Tanto amor e escreve divinamente,pérolas que sempre me emocionam.


    Beijos sabor carinho e um fim de semana de paz e alegrias

    Donetzka

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  28. Great post! You have a nice blog!

    Would you like to follow each other? Follow me and I'll follow you back!

    Have a great day!

    http://elenabienvenido.blogspot.com.es/

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  29. Assim como as flores os amores sempre voltam..é só saber esperar.
    Um abraço

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  30. A nostalgia do outono trazendo tantas saudades.
    Belissimo soneto.
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  31. Olá Gil; venho prestigiar as tuas belas palavras nesse jardim
    de amor repleto de saudades.
    Poemas não precisam ter concordâncias e tão pouco sujeitos e nem análise sintática k,
    eles tem que tocar ao coração assim como faz este teu belo poema.
    Poemas sempre serão livres como o vento.
    Bom começo de mês.
    PAZ E BEM.

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