quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O carinho não se pede, não se mede, não se nega...

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O carinho não se pede, não mede
Não se nega,
Não tem idade, nem medida
Não é vergonha, é desejo
É companhia, é amor
É alegria no coração
É consolo de viver
É ralhar sem ter razão
Mas no fim, o abraço, o perdão
.
O carinho, é o beijo desejado
É o toque abençoado
A cumplicidade de uma vida
É o olhar terno, desconfiado
O sorriso mais rasgado
O arrepio desconfortante
Nas palavras entrelaçadas
Da tua boca esfuziante,
Mas no fim, é abraço desejado
.
O carinho, não mede, acontece
Num embaraçado abraço
Dois corações num só peito
E nosso olhar enternecido
Sempre com voz de respeito,
É a nossa cumplicidade
Até ao fim das nossas vidas
E no fim, tudo entristece
Numa cruel realidade
--


Autora: Larissa Santos

Quero ser a lua, a noite, a chama que chega

Quero ser a lua, a noite, a chama que chega
Ser o teu pensamento, num tempo presente
O luar que chega ao meu coração, que sente
Que a chama é alimento que nos aconchega
.
Quero ser chuva que cai na noite que dorme
Ser o afago na alma, o beijo puro, cristalino
As estrelas que me acompanham sem destino
Onde desejo que a minha alma se transforme
.
Quero ser, a palavra amiga em noite solitária
Ser o sorriso, a chama, o desejo que escondo
Que às perguntas do coração apenas respondo
Ser o teu desejo, a minha ilusão...imaginária.
,
Autora: Larissa Santos

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Incêndios:- famílias desfeitas, num sentimento de eterna saudade



Serras, jardins, a minha doce terra
Cativantes rios, verdes paisagens
Entoam as aves, canta o rouxinol
Bruma de amor, a manhã encanta
Onde cedo a alvorada se levanta
Aclarada pelo brilho da luz do Sol
.
Arvoredos, paisagens encantadoras
Orgulho de gente feliz, maravilhosa
Serras de amor, delicias encantadas
Mãos cruéis, diabólicas, matadoras
Espalham o terror, viram criminosas
Deixam morte em matas queimadas
.
Como podem dormir, mentes sovinas
Enquanto choram famílias desfeitas
Num sentimento de eterna saudade
Quando as suas mãos vis, assassinas
Ateiam o fogo, matam, e satisfeitas
Ficam impunes sobre a sua maldade
.
Olho as serras outrora emolduradas
De verdura, onde as aves cantavam
Hoje destruídas, de água,  sedentas
Exibindo desolação, por queimadas
As aves já não cantam, por cansadas
Das mãos dos homens, tão violentas
.
Autor: gil antónio
.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Natureza Instigante, enamorada...


Adivinhava-se uma  primavera quente, a florescer
Uma natureza, instigante, renascendo suavemente
Passeios prometidos entre amores de antigamente
Uma paixão verdejante em promessas de enaltecer
.
Nascem folhas, trazendo aos ramos fresca exaltação
Florescem, deixando os seres humanos, enamorados
Outras espécies se destacam, mas tão envergonhados
Enquanto os amantes da natureza alentam o coração
.
Entre os ventos sussurrantes da perfumada natureza
Enamorados viajantes deambulam em sua grandeza
Nas misteriosas matas, de primavera comprometida
.
E quando as aves chegam, depressa fazem os ninhos
Chilreiam apaixonados, procurando novos caminhos
Da natureza deslumbrante deixando-me envaidecida

~

Autora: Larissa Santos

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O que é o Amor? Como o descrever em palavras de poesia?


O que é o Amor

É dura estrada, o caminho
Ilusão, amar, dor sentida
É pensamento, desatino
É uma passagem da vida

O que é o Amor

É a dura viagem sem fim
Desilusão, saber perdoar
É dizer não, dizendo sim
É nosso coração entregar

O que é o Amor

É a voz da raiva, calada
São Lágrimas, dor, fingir
Desabafar coisas de nada
É olhar o mundo a sorrir

O que é o Amor

É beijar, brincar, é magia
Sentir a tristeza, sorridente
É saber aceitar a nostalgia
Quando o amor nos mente

O que é o Amor

É a beleza do pensamento
Ouvir a palavra, ler poesia
É mais que um sentimento
É viver em cálida fantasia
Fazer desse feitiço, alimento

Autor: Gil António
.

Se o pôr-do-sol eu pudesse abraçar


Se o pôr-do-sol eu pudesse abraçar
Se conseguisse tê-lo só para mim
Faria dele o meu aromado jardim
Onde apenas eu pudesse jardinar
.
Seria o ocaso, minha flor de jasmim
A regaria com a minha húmida saliva
Voaria pelas sua luz e cores, à deriva
Por a querer perfumada só para mim
.
Queria avoaçar como folha ao vento
Flutuar pela suavidade do anoitecer
Cair em mim a sua luz ao escurecer
Iluminando o meu livre pensamento
.
Queria ter o doce brilho que me oferece
Com ele viajar através da minha solidão
Para te oferecer, iluminar o teu coração
E dentro desse pôr-do-sol, contigo, viver
.
Autor: gil antónio
.

domingo, 26 de novembro de 2017

Não sei se a minha alma me é sincera


Não sei se a minha alma me é sincera
Cada momento, dá um sinal diferente
Por vezes tão amiga, outras, uma fera
Outras dispersa, não sendo o que era
Recados de uma tristeza, comovente
Que, por ti, meu sentimento, adultera
.
Não sei se o meu coração me engana
Quando me escolta nesta passagem
Numa voz timbrada em que explana
E me informa que a nossa jornada
É apenas uma mera e cruel viagem
Onde nada existe para além do nada
.
Penso se me alheio ou me concentro
E viajo pelas páginas que um dia li
Num poema sem letras, frio, isento
Em que os versos me falavam de ti
Mostrando-me como és por dentro
Nas noites de amor que contigo vivi
.
Autor: gil antónio

sábado, 25 de novembro de 2017

Enquanto deslumbrava o meu imaginário, naquele banco, agora vazio.

 
Quando já todas as folhas haviam caído, o tempo esfriado, e sol, escondido num denso nevoeiro. Naquele banco de jardim, onde costumavas parar para descansar, naquele dia estava sozinho, abandonado. Resolvi esperar-te. Enquanto deslumbrava o meu imaginário.

Nos dias solarengos, quando o calor ainda se fazia sentir, tu, caminhavas pelos mais belos jardins. Nunca o farias sozinho. Dizias tu. Pelos caminhos sombrios por onde exercitavas teu corpo e mente, eu fazia-te companhia. No pensamento. Mas sozinha, elevava o meu pensamento até aos teus caminhos, e por momentos, parecia sentir o arfar da tua voz, cansada. Gostava de te ouvir, de te sentir...no meu mais atrevido imaginário.

O banco continua vazio, agora que os dias ficaram cinzentos, espero a cada entardecer pela voz sensual que imagino teres.
Aquele jardim vai perdendo a beleza, as árvores despem-se, tudo fica mais triste, os caminhos ficam vazios, cheios de folhagem cansada.... As aves procuram outros caminhos. Aquele banco, onde tantas vezes te sentaste, onde te esperei, e tantas coisas lindas imaginei, fica à espera que as árvores se vistam de novas cores, quiçá uma nova Primavera...Os teus caminhos sejam novamente floridos. E no banco possamos olhar-nos nos olhos, e quiçá, selar o tão desejado beijo.

 --

Autora: Larissa Santos

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mãe, a mulher, ventre sagrado, que dá à luz, vida


Mãe, a doçura, a esposa, o sentir, a beleza da alma
Mãe, que sente em seu corpo os efeitos da entrega
Mãe, o sorriso, a energia, a amizade que te acalma
Mãe, o olhar, sentimento, coração que tudo agrega
.
Mãe, o segredo, esposa dedicada, afazeres gerais
Mãe, a coragem, o alento, a luz, o sentido abraço
Mãe, a percepção, o conselho, a alegria que dais
Mãe, o cofre, o amor, a pétala, submisso cansaço
.
Mãe, o recado, o amplexo, o beijo que nos anima
Mãe, a incitação, a cumplicidade, a voz aguerrida
Mãe, acamar sem cansaço, tão cansada, o marido
.
Mãe, chora em silêncio, sofredora, ternura divina
Mãe, a mulher, ventre sagrado, que dá à luz, vida
Mãe, "casa de repouso",  olhar triste, sem sentido
.
Autor: gil antónio
.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Janela aberta, esperança que chega...

Janela aberta, é minha liberdade que espreita
Meu olhar adoça,
Criança que fui, sem poder falar ou escolher
Pensamento vão,
As nuvens passam, o sol aparece, e aquece
Meu coração sozinho...
.
Janela aberta, raios de sol, criança que fui,
A saudade aperta,
Paredes escuras em pensamentos de outrora
Olhar que entristece,
Ao olhar o mundo, por vezes ingrato, severo
Não posso esquecer...
.
Janela aberta, esperança que chega, quer ficar
Faz-me meditar,
Sair em liberdade, abraçar as nuvens, e sorrir
E libertar-me,
A palavra amor, é a força do meu pensamento
Declaro-me...
.
Janela aberta, pequena, mas grande em sentimento
Viaja meu desejo,
Vejo o sol, grande poder de qualquer contratempo
Mas o teu beijo,
Faz-me viajar, até àquela esquina, e na esperança
Voltar a ser criança...
.
Autora: Larissa Santos

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O coração não mente, mas sente


Lágrimas que se soltam
Caem, silenciosamente
Ninguém as ouve
Ninguém as vê
Apenas num sufoco
E um aperto na alma
Ausência de calma
Tudo parece pouco
Neste mundo tão louco
.
Pensamentos tristes, vãos
Num céu estrelado, mas nulo
Flores que murcham
Palavras que não se desejam,
Lágrimas que caem
No silencio
Onde falta coragem
É o cansaço
Que dá voz ao coração
.
Olho para trás e pergunto
Quem me limpará o rosto
Molhado, de amor ausente
Neste pedaço de tempo
Tão curto,
As estrelas seguem caminho
A noite fecha-me as portas
As lágrima secam sozinhas
E o coração, apenas se sente.
.
Autora: Larissa Santos
.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Mãos trémulas, enrugadas, onde deixo o meu agradecido beijo.


Toco as suas mãos, tão frias
Trémulas, solitárias, vazias
Enlaço nelas os meus dedos
Sinto como tremem de cansaço
Anoto a distância do seu olhar
Na existência dos seus medos
.
Aperto as suas mãos cansadas
Ontem suaves, hoje enrugadas
Tão belas, tão doces, carentes
Ouço a sua voz por instantes
Palavras ocas, cheias de nadas
Ditas em silêncios comoventes
.
Mãos que tocaram, apaixonadas
Servas, acariciaram dedicadas
Doridas carências, vicio, desejo
Solitárias, velhinhas, cruzadas
Nessas mãos, amigas e amadas
Deixo o meu agradecido beijo.
.
Autor: gil antónio
.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Nunca será cansaço quando a espera é desejo

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Olhei a janela, via como o nevoeiro era denso
Esperava pelo momento da tua doce chegada
No vidro embaciado fixava o meu olhar tenso
Pela demora, a ansiedade deixa-me extasiada
.  
Exausta por tanto esperar, sei que já não vens
O sol não aparece, não aquece, não me alegra
Reparo que os carros passam em meras viagens
E o meu coração espera receber-te sem regra
.
Mas nesta espera a meditação é a companhia
É o desejo e o pensamento, a profunda ilusão
Que me move em cada amanhecer, a cada dia
.
Nunca será cansaço quando a espera é desejo
Farás sempre parte da minha louca conclusão
Olhei a janela, senti falta, do teu doce beijo.
Autora: Larissa Santos

domingo, 19 de novembro de 2017

Abraço a noite, namorando com as estrelas, em palavras de silêncio.


Abraço a luz da noite, estrelas que decerto
Me iluminam sem nada pedir e no entanto
Parecem cobrar-me o meu silêncio incerto
Que transporto em meu abraço de espanto
.
Converso com o luar, palavras de ocasião
Perdido por entre a noite, sentido aberto
Caem pingos que molham o meu coração
Pois sem ti sinto que vagueio pelo deserto
.
O luar é minha capela, meu confessionário
Onde me confesso na quietude da solidão
Soletrando palavras, querendo entendê-las
.
Ouço a claridade da noite, falando comigo
Trocando palavras de afecto, para contigo
Como é tranquilo namorar com as estrelas

.
Autor: gil antónio
.

sábado, 18 de novembro de 2017

Gratidão: Palavra que devia fazer parte do nosso dia a dia.

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A palavra gratidão, embora sempre existisse, tornou-se mais forte, desde que tive o privilégio de conhecer o outro lado da vida. De ver o mundo como, na minha modesta opinião, poucos o vêm. Factos insignificantes, começaram a ter dentro do meu coração, um valor diferente. Tornei-me uma pessoa melhor. Existem pessoas muito especiais, e não é por acaso, que entram na nossa vida, e nela permanecem. São poucas, todos nós o sabemos, mas existem. A amizade não se compra, não se inventa, conquista-se.

Existem dias perfeitos, outros menos perfeitos. Nada na vida, por exigência humana, é ajustado aos gostos e desejos de cada um. Nem a amizade. Mas o importante é essa ser pura, transparente, cristalina. Existam horas, em que, as palavras trocadas, dentro da amizade, que antes até nos podiam fazer sorrir, nesse momento nos magoam.

A forma de as dizer, o contexto, o estado de espírito em que as ouvimos, são factores que nem sempre são iguais. A amizade requer VERDADE, e essa verdade nem sempre a aceitamos da melhor forma, se calhar, por uma única razão: Ser VERDADE.

Sendo a verdade o lado mais forte da amizade, nada mais justo que a aceitar sempre, e sobre essa, reflectir. Em cada dia, em cada amanhecer, a gratidão deve ser interiorizada dentro de cada um de nós. Mesmo que seja mentalmente, devemos agradecer às pessoas que se preocupam connosco, que nos escutam, nos momentos bons e menos bons. A gratidão é o reconhecimento, do quão bem nos fazem.

"Uma amizade verdadeira passa a ocupar um lugar dentro do nosso coração como se fosse um membro da família, que amamos e nos ama."

Por isso, estou grata à vida,  à amizade, sobretudo aquela, que me conquistou e permanece em meu coração, que me dá alento,  e me ajuda a ser uma pessoa melhor.

(Sentimento comum a muita gente)
Autora; Larissa Santos

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Foste o meu cálido adormecer. A flor que por amor, desfolhei ...


Foste o meu cálido adormecer
A flor que por amor, desfolhei
O meu desejo puro, sereno
Que meus sentidos fez enlouquecer
Pelo tanto que te amei
Foste margem de rio ameno
A luz que iluminou meu dormir
O sonho, o meu sorriso travesso
Foste o caminho, o endereço
Para onde sempre desejei ir
.
Foste meu acordar, meu momento
Fogo que meu corpo queimou
Foste meu imaginário, sentimento
A luz das estrelas em movimento
Mas para quem tanto te amou
Não merecia o teu afastamento
Amei tua alma fogosa, carente
Foste o castelo em que me alojei
Onde me senti seguro e amei
Onde foste a Rainha e eu o Rei
.
Mas tudo que começa, bem sei
Que nem tudo é só amor
E como a vida é como uma flor
O beijo que sempre desejei
Hoje é pedra que me esmaga
Isolamento que flui dessa chaga
Por pensar que existia paixão
Por isso olha a imagem
Para veres no que me tornei
Por acreditar no teu coração
,
Autor: gil antónio
 .

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Meu amor que caminha pelo destino, perdido.


Dia ensolarado, calor que ilumina
Rua deserta, pétalas em secagem
Leve vento, que meu olhar anima
Árvores nuas, soltando a folhagem
.
Caminho devagar, sopra leve vento
Cantam as aves, odes em desalinho
Saltitam, sorrio pelo seu tormento
Por apaixonados não terem ninho
.
Borboletas esvoaçam em meu redor
Parecem trazer beijos do meu amor
Que caminha pelo destino, perdido
.
Sorriso feliz pelo deslumbramento
De ver borboletas dançar ao vento
Como tu, meu amor, danças comigo

.
Autor: gil antónio
.

Não; não tenho medo de voar...de arriscar...


Não; não tenho medo de voar
De arriscar
De amar
De correr atrás,
De enfrentar a multidão
Das nuvens escuras sem chuva
Do medo de errar
Não,
Não tenho medo de caminhar
De correr em vão
Sem ter chão
De olhar para baixo
E de me assustar,
De chorar 
Com, ou sem ter razão 
De dizer sim ou dizer não
De me conseguir libertar 
Não,
Não tenho medo...
Gosto, do que for difícil
Do improvável
Do surpreendente
De surpreender,
Gosto de dizer ao mundo
Pelo meu lado mais profundo,
Que não, não tenho medo
De amar, amar...amar a vida!

Autora: Larissa Santos

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Suporta o coração a ilusão, o ódio, o desamor


Suporta o coração a ilusão, o ódio, o desamor
Viaja através do desejo, supérfluo sentimento
Entrega-se nas promessas de declarado amor
Aguenta as agruras e lágrimas do sofrimento
.
Prosas em que somos virgulas e pontos finais
Emissários de sedução em libidinoso lamento
Lábios que se trançam em trejeitos corporais
Onde um sorriso é dor sentida do pensamento
.
Infinita melancolia inunda a mente destroçada
Quando um amor chega forte e parte por nada
Olvidando que em tempo alguém lhe deu vida
.
Intensa felicidade que de uma promessa nasce
Que no engano se desfaz e que jamais renasce
Ontem franco amor,  hoje saudade entristecida
.
Autor: gil antónio 
.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O meu corpo se entrega, ao amor cego

 
Gravei  meu corpo com chave de ouro
O símbolo de uma amizade verdadeira
Dure o tempo que durar, a vida inteira
Porque o teu coração é o meu tesouro
-
Sobre a pele aveludada que te entrego
Com a garantia da minha honestidade
Nada nos pode abalar, mas na verdade
O meu corpo se entrega, ao amor cego
-
Se o tempo apaga tudo até lembranças
E sendo tu, meu ídolo, como esquecer
Se tu entraste em mim, para eu vencer
Por isso, serás sempre minha herança  


Autora: Larissa Santos

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rascunhos de amor escritos por caneta sem tinta


Recordo os poemas que escrevi em branca folha
Rascunhos de amor escritos por caneta sem tinta
Onde meu imaginário ia estudar, fazer a escolha
Poemas dedicados a uma mulher, linda, distinta
.
Quando  recordo as palavras que nunca registei
E as leio nos meus momentos de maior tristeza
Penso em ti, no teu olhar, no teu amor, nem sei
Mais sei que os poemas realçavam a tua beleza
.
Folha queimada  pela secura de um chão agreste
Poemas esculpidos numa página que nunca leste
E quando dela te falo, teu olhar zombador, sorri
.
Recolho a folha amarrotada pelo tempo passado
Uma página em branco, na outra, nada registado
Sentindo saudade dos poemas que nunca escrevi
.
Autor: gil antónio

domingo, 12 de novembro de 2017

A amizade não precisa ser perfeita, mas sim verdadeira.


Longas são as "estradas" que tenho percorrido sozinha. Recordando os tempos de juventude, da inocência, a felicidade talvez não fosse plena. Hoje, recordo o dia em que nos conhecemos. Chovia, quando saí de casa. Chuva miudinha. Fiz-me à estrada. "Caminhava nervosa". Ia ao teu encontro.

Disseste que vinhas. Ansiava a tua chegada. Olhava o telemóvel. Lá fora a chuva caia serenamente. O telefone tocou, eras tu. Esperavas no rés do chão, do museu para onde me tinha dirigido a fim de que o tempo passasse mais depressa. Desci as escadas, de coração acelerado, feliz. Não sabia como eras. Não te conhecia pessoalmente. No hall de entrada lá estavas tu. Lindo, sereno, perfumado, poderoso. Sorrias. Olhamos-nos, cumprimentarmos-nos. Meu coração parecia querer saltar-me do peito, tanta era a felicidade que sentia. Conversámos assuntos de ocasião, e eu, sempre de olhar colado à tua pessoa. Em frente ao Museu havia um restaurante que escolhemos para almoçar. (Arroz de tamboril).

Contámos estórias, rimo-nos, enfim, peripécias desse encontro, um pouco embaraçoso. A partir desse dia, a minha vida nunca mais foi a mesma. Entraste no meu coração e nunca mais saíste.

Existem estradas longas, mas que valem a pena percorrer faça chuva ou faça sol. Porque a amizade não precisa ser perfeita, mas sim verdadeira. 
Autora: Larissa Santos

sábado, 11 de novembro de 2017

Chegam as ondas, molhando o areal de esperança


Chegam as ondas, molhando o areal de esperança
Trazem desnudas promessas  de um amor ausente
Silêncios vadios em líricos rodeios de louca dança
Crónicas do mar, lágrimas de uma dileção ardente
.
Sendo o areal mãe de pequenas gotas que acolhe
Salpicos de puras águas que desaguam, vaidosas
Vêm refrescar o olhar de quem as beija e recolhe
Olvidando do quanto, tantas vezes, são perigosas
.
Alva espuma corre pelo  húmido e solitário areal
Maravilhas de uma doce e descontraída natureza
Ondas despidas de  extravagância, esbeltas, nuas
.
Beijam meus pés, qual mensagem fulgente, real
Dizendo-me que posso sempre ter a fina certeza
Que as aguadas ondas são sinceras palavras tuas
.
Autor: gil antónio

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quantas vezes vagueio nos mais insanos caminhos

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Quantas vezes vagueio pelos insanos caminhos,
quando espero e desespero
Quantas vezes,  neles, olho para trás  e não vejo,
quem tanto ensejo
Quantas vezes falo sozinha ansiando teus carinhos,
não me ouves, mas sentes,
E quantas vezes, a telepatia, nos conduz ao desejo.
.
E das poucas vezes que nos olhamos serenamente, 
meus lábios imaginaram os teus
Os teus braços entrelaçaram nos meus... e seguimos,
pelo caminho mais longo
Olhámos o mar tão sereno e no imaginário silêncio,
nos beijamos
A brisa nos acarinhava o rosto, porque nos atraímos. 
.
Mas neste caminho por onde passeio com glamour,
tu me acompanhas
E naquelas  tardes frias depois  do sol desaparecer,
nos escutamos
Ficam tantas palavras ditas, outras tantas por dizer,
mas nas manhãs
Olho o caminho tão longo, e apenas lembranças d'amor.
_

Autora: Larissa Santos

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Flores silvestres que aromam meu pensamento


Flores silvestres que aromam meu pensamento
Solitários lírios em terrenos incultos e desertos
Lindas pétalas onde de sabedoria me alimento
E abandono meus sentidos aos mélicos afectos
.
Dançam abraçadas sob encantadoras melodias
Musicais de vento as tacteiam com deferência
Bailados de sonho, ritmadas de simples magia
Pétalas que se tocam em salutar convergência
.
Sorrio ao verificar que é linda a mãe natureza 
Que nos oferece  paisagens de tão pura beleza
Entoando aos nossos  ouvidos rituais de amor
.
Na erosão dos campos em renovação constante
Onde o vento embala em  murmúrio arrepiante
Dança o nosso sorriso no perfume de uma flor
.
Autor: gil antónio

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Esperança, é...


Esperança, é saber que o sol brilha, mesmo de janela fechada, em dias mais nublados. É abrir a janela e sorrir, soltar livremente os pensamentos, quais borboletas esvoaçando suavemente. É agradecer por mais um dia, é olhar o horizonte sem limites. Agradecer o teu carinho, o teu amor, a tua presença na minha vida . É saber que, a seguir a uma tempestade virá sempre a bonança. Esperança, é também, saber estender a mão, saber receber, dar, saber esperar, saber ouvir, saber perdoar. É contemplar a beleza do que a vida nos dá...Porque existem momentos que devem ser vividos como se não existisse amanhã. Esta, é a esperança com que vivo, de coração cheio...de amor.
-
Autora: Larissa Santos

Lembranças de ser criança, quem as não tem?

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Quantas crianças brincavam e sentem saudade
Quantas pessoas recordam  dos velhos tempos
Quando na criancice, brincavam em liberdade
Quantas pessoas se lembram destes momentos
.
Recordemos então os nossos tempos de criança
Quando brinquedos não existiam, havia alegria
Nas brincadeira  saudáveis sem a desconfiança
Mesmo na rua...onde as  aventuras eram magia
.
Quem não  se recorda dos campos verdejantes
Das ruas vazias de maldade,  muita esperança
Juntavam-se crianças e jovens nas inconstantes
E hoje...uma saudade tremenda de ser criança.
-
Autora: Larissa Santos.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Meu débil coração vai amar-te, eternamente

Desculpa se te amo assim,  perdidamente
Se não mereço o carinho dos teus sentidos
Se meu amor para ti é desdém permanente
E minha voz não faz eco em teus ouvidos
.
Quero beijar tua boca, em ápices de ternura
Mostrar-te todo o meu sentir, meu esmero
Despir-te dessa arrogância que porventura
Despreza este meu amor límpido e sincero
.
Beber em teus lábios o aroma do teu sorriso
Que embeleza minha fantasia tão docemente
Que sem promessas nem juras, no impreciso
Meu débil coração vai amar-te, eternamente
.
Autor: gil antonio

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Deixa eu entrar nesse teu silêncio desnudo


Deixa eu entrar nesse teu silêncio desnudo
Nos teus pensamentos, mistério eloquente
Penetrar em teu olhar em imaginário mudo
Doar-te este meu amor em chama ardente
.
Deixa que meu carinho desobedeça e entre
Toque teu coração como uma seta sem freio
Que beije teu sorriso que me abrasa a mente
E desvie a seda que tapa o teu sedutor seio
.
Deixa que minhas mãos guiem tua direcção
E para teus braços irei, por amor, correndo
Por fantasia, abre as portas do teu coração
.
Mata esta sede que me consome por desejo
Em que nem o sabor do teu carinhoso beijo
Me cura, por pelo teu abraço estar sofrendo
.
Autor: gil antónio

Teu corpo de ternura, doce luz, do meu agitado sonho.


Um corredor longo, de cores, vazio
Cruzámos-nos, teu olhar, um calafrio
Seduziu-me o teu seguro caminhar
Saia curta, meias finas, rendadas
Fiquei parado, olhando o corpo teu
Com meu olhar despi-te lentamente
.
Abriste aquela porta envidraçada
Olhaste de soslaio para mim, sorriste
Teu olhar doce, iluminado, reluzente
Tudo um pouco, do pouco, tudo de nada
Ficou em mim, tua imagem gravada
De um sentimento que não existe
.
Envolvi-me em teu corpo de ternura
Senti como dormias em minha cama
Teu corpo suave em quente chama
Inundava meu corpo de carinho
Nos meus delírios na noite escura
Onde eu descansava, tão sozinho
.
Voltaste, firme, sinuosa, coisa pouca
Quase me tocaste, pediste desculpa
Um raio de luz, meu sono iluminou
Aquele homem que beijaste na boca
Brilho da aurora, por minha culpa
Do sonho lindo, meu corpo, acordou

Autor: gil antónio 

domingo, 5 de novembro de 2017

Na leveza do meu pensamento

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Sinto-me leve, feliz, quando o vento me beija o rosto. Quando ouço o chilrear das aves, anunciando a beleza do amanhecer. Quando na minha rotina, sinto que estás perto. Quando sei que não estás mas pensas em mim. Sim, sinto uma leveza no meu coração que te guarda, como quem guarda o mais belo sonho de amor. Quando o vento me sussurra meigas palavras de carinho, que sei ... serem vindas de ti. Sim, tu és, a leveza do meu pensamento.
.
Autora: Larissa Santos.

sábado, 4 de novembro de 2017

Agruras de amor que não consigo esquecer

.
Passou a juventude, tanto mimo, desagrado
Juras de amor foram entrelaços de sentido
Líricas noções de um amor desencontrado
Onde em noites de insónia,  estive contigo
.
Fino hino de Aleluia, num amor atribulado
Recordações de um beijo molhado, sentido
Sinto meu pensamento tão vazio, esgotado
Saudades desse olhar que trocavas comigo
.
Teu sorriso, aroma delicado, doce, humano
Reflexos de felicidade foram mero engano
Agruras de amor que não consigo esquecer
.
Turvas águas que correm pelo meu coração
De uma juventude silenciada na desilusão
Que me assalta a mente e afecta meu viver
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Autor: gil antónio

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

És a luz, arco íris que ilumina o mundo

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És a luz, arco íris que ilumina o mundo
que  nos guia,
És,  o coração perfeito, que me orienta
 no caminho,
Para que o pequeno mundo que nos rodeia 
nos acolha,
Assim, como a nossa amizade, perdura
reconheço,
Que nem sempre a luz do arco íris é pura
à nossa volta,
Brincamos com as mais belas palavras 
por cortesia,
Abraçamos o mundo  num jeito  celestial
e no final,
Somos a luz um do outro, é tão profundo
o sentimento,
Com que recebo, de teu coração, tão jovial.
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Autora: Larissa Santos

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Foste a emoção, a volúpia, em meu leito

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Amei-te como nunca amei outro alguém
Viveste em mim como um amor sereno
Foste pétala de flor que sob o sol ameno
Em meu pensamento foste caminhando
Foste luz que iluminou meu sonho pleno
Melodia que me fazia sorrir, imaginando
Foste chuva que caiu e que molhou quem
Vagueava pelo sonho, por te estar amando
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Foste a emoção, a volúpia, em meu leito
Foste corpo que por carinho tanto desejei
O cálice de amor que por afeição, tomei
Foste a projéctil que perfurou meu peito
A fina flecha que meu coração trespassou
E que por teu encantamento, feliz segurei
Vil chama que queimou meu corpo carente
Fui o alvo perfeito, o quadro amachucado
Qual reflexo de um beijo por ti descartado
Como fogo que queima uma alma inocente
Que tanto padece, apenas por te ter amado
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Autor: gil antónio
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Ao amanhecer, abro as portadas, chove lá fora

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Ao amanhecer, abro as portadas, da janela
chove lá fora,
O meu olhar sente saudade de um alguém
volto a deitar-me,
Enrolo-me nos lençóis, ainda engelhados
quero sonhar,
Quero voltar a dormir ouvindo a chuva cair
quero imaginar,
Que divido, a minha cama contigo, e mais
quero sentir,
Que adormeço e volto a sonhar, e jamais
tu deixarás,
De fazer parte dos meus anseios, da solidão
porque,
Mesmo chovendo, olho a janela, e também
sorrio,
Porque até na solidão tu moras no meu coração.
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Autora: Larissa Santos.
 
 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Se as palavras forem folhas de mensagem

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Se as palavras forem folhas de mensagem
Como o vento que nos surpreende o ser
Levar-te-á um beijo na sua fresca aragem
E o meu carinho te irá mostrar e oferecer
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Acredito que o vento será meu amigo
E irá dizer-te que toda a minha emoção
É imaginar poder estar junto contigo
Como junto já estás em meu coração
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Autor: Gil António
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Nosso amor, fresca gota de água salgada


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Nosso amor, fresca gota de água salgada
Envolvente beijo em teu sorriso sedutor
Exíguos pingos que aquecem nosso amor
Na sedução da tua mélica boca molhada
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Nossos corpos ligados em nós de maresia
Mágica afeição que envolve nosso abraço
Tirando do nosso espírito frígido cansaço
Deixando em nossa voz o hino da alegria
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Luz de amor em que teu corpo de sedução
Faz margem em que descansa o meu olhar
Ouvem-se rumores do silêncio de te amar
Pois só tu resides dentro do meu coração

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Autor: Gil António.