sábado, 16 de dezembro de 2017

*** TEMPESTADE - ÁRVORES NUAS ***


Encosto-me à vidrava. Chove. Escuto o vento.
Dançam as folhas. Solidão, enigma impiedoso
Água corre pela calçada investida de tormento
Mostrando que a natureza tem efeito poderoso
.
Árvores nuas. Ruídos em sussurro, duro tempo
Temporal em trânsito expondo sua intensidade
Passa desligada, suspiro do olhar, em lamento
Tempestade voraz em frio caminho e liberdade
.
Movem-se as árvores perante a forte ventania
Que passa alheia às folhas agora desprendidas
Espalhadas pelo chão, sem destino projectado
.
Valsas sem tempo, tocam em pautas de sinfonia
Folhas antes verdes. Agora secas, amarelecidas
Sem destino, viajando cativas do solo molhado

 ..
Autor: gil antónio

32 comentários:

  1. A passar por cá para conhecer mais um bonito poema.

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  2. Oi, tudo bem?
    Poema excelente, continue escrevendo assim!

    Beijão,
    Vinicius
    omeninoeolivro.blogspot.com

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  3. Admiro a tua sensibilidade poética. Poema Soberbo!!

    Beijo. Bom fim de semana.

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  4. a passar por cá, hoje, para desejar um bom fim de semana!


    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  5. A sábia sincronia e coreografia da natureza bem descrita. Parabéns e um Feliz Natal e Ano Novo.

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  6. Árvores nuas, mas novamente um dia de sol que as aquece!

    BOM FIM DE SEMANA E FELIZ NATAL.

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  7. "Depois da tempestade, vem a bonança"

    Lindíssimo poema

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  8. Belo poema sobre o inverno tanto da natureza como da alma. Bjokas Gil

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  9. Um poema de inverno.
    Lindos versos.
    Um abraço.

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  10. A natureza às vezes é valsa, às vezes tango...pode ser marchinha antiga, e som futurista. E assim nossa alma vai aprendendo todas as sinfonias, e a elas se adaptando, no sabor do tempo.
    Belíssimo poema!
    Desejamos um ótimo final de semana,
    Bíndi & Ghost
    http://esquinadosversos.blogspot.com

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  11. Boa tarde meu querido Gil. Excelente poema, o teu. Parabéns

    Sábado feliz
    Bjos

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  12. Maravilhada com tanta beleza poética
    Bjo

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  13. Muito bonito.
    Infelizmente aqui na zona as árvores estão nuas, negras de cinza.
    Bom fim-de-semana

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  14. Lindíssimo poema! Incrível o seu talento e inspiração Gil!
    Tenha um ótimo fim de semana!

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  15. Olá!
    A letra da música de fundo está mesmo a condizer com o poema.
    Gostei.

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  16. Parabéns pelo encanto de palavras que nos parecem sussurradas pelo vento e as folhas caídas.
    Adorei Gil.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  17. Eu diria, um belo poema de outono (pelas folhas) ! ...
    "dançam as folhas espalhadas pelo chão, sem destino projectado !
    Folhas antes verdes. Agora secas, amarelecidas."
    Um daqueles dias em que apetece mesmo é estar em casa ! :)
    Abraço

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  18. Poema bonito, talvez inspirado pela Ana que nos visitou esta semana? :) Bom fim de semana.
    --
    O diário da Inês | Facebook | Instagram

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  19. De tronco nu os sobreiros,
    quando lhes tiram a cortiça
    reclamariam os seus direitos
    se para isso houvesse justiça!

    Tenha um bom fim de semana caro poeta Gil António.

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  20. ¡Hola Gil!!!

    ¡Nos dejas un exquisito soneto! Que suena a las mil maravillas, canta y corre con el viento cruzando fronteras acompañado de esas hojas secas que ha dejado desnudo al árbol. Este, reverdecerá en primavera para regalarnos sombra fresca.

    Mi enhorabuena, Artista.
    Un abrazo y feliz Navidad. Gracias por darnos tanto y tan bello y, por tu visita a mi humilde espacio.

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  21. Um poema que reflete sentimentos num dia de tempestade... A alma expressa tanta emoção quando sentimos frio e vemos fortes ventos...
    Gostei!
    Abçs

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  22. Boa noite Gil.
    Um poema belo. Como a natureza nós ensina, tem varias estacões, uma para as flores florescer, outras as suas folhas cai ao chão e as arvores ficam totalmente desprotegidas, mas logo em seguida de novo linda e bem florida. Assim como o tempo horas chovendo e em outros momentos um lindo sol. E assim é a vida em alguns momentos estamos feliz admirando a chuva e tem momentos onde vemos a chuva correndo e nós sentimos tão só. Mas na vida tem tempo de plantar e colher, sorrir e chorar. A vida nunca deixa de ser bela, uma oportunidade para sermos felizes. Desculpa o longo comentário, amei o seu poema e fiquei a divagar pensando em casa palavra. Um feliz final de semana. Abraços.

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  23. O Inverno é assim e assim deve ser.
    Árvores nuas, chuva, vento e desolação.
    Mas se houver um valsa e uma lareira a crepitar,
    companhia, uma bebida quente, paz de espírito,
    enche-se de ternura e calor o nosso coração.

    Boa noite, Gil.

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    Respostas
    1. Já é o terceiro comentário que faço, por sinal igual, porque o copiei como medida de prevenção. Quando vou encerrar a conta ele desaparece como por encanto.
      Por favor vejam na vossa caixa de Spam. Creio que devem ter ido lá parar. Já aconteceu comigo no meu blogue.
      Obrigada.

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    2. Bom dia Janita

      É verdade. Estavam como Spam. Porque será que tal cena acontece?
      Beijinho Janita e, desculpa.

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    3. Pois não sei, Gil.
      Só sei que no meu blogue também já aconteceu mas o amigo que comentou não deu por isso, senão mais tarde, e alertou-me por e-mail.
      Agora, ali no post seguinte, voltou a acontecer o mesmo.
      O melhor a fazer será verificarem, eu comecei a fazê-lo e já libertei alguns comentários.

      Beijinho, boa semana, Gil

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  24. UM LINDO POEMA, UMA TRISTEZA QUE FLOR EM UMA NOITE DE TEMPESTADE. PARABÉNS! ABRAÇOS

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  25. Árvores despidas pelo vento, molhadas pala chuva, hirtas e sós, esperando uma qualquer Primavera que as torne a mostrar vida.
    Lindo Poema, Gil.


    Abraço
    SOL

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  26. Oi Gil,
    Uma bela e poética observação através da vidraça...
    Gostei muito de ler!
    Você é sempre inspirado.
    Beijos!

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  27. Que beleza Gil, este olhar no translucido da vidraça, na claridade do sentimento sobre os efeitos na natureza, que aceita e faz a transformação.
    Show de construção amigo.
    Aplausos pelo soneto do olhar.
    Abraços.
    Meu desejo de Feliz Natal com paz e luz.

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